Molodnews.ru – Tokio Hotel, Bill Kaulitz: Queremos sexo!

Rapazes, o que é que vocês pensam sobre as palavras ofensivas na arte (música, literatura)?
Bill: Acho que depende do que é que queres dizer. Às vezes, é necessário usá-las. Há uma palavra ofensiva na Alemanha que significa “fuck”. Quando era mais novo, gostava de a dizer. Às vezes, precisamos de palavras ofensivas caso façam sentido.

A maior parte das vossas primeiras músicas eram em alemão. Já agora, vocês receberam um prémio especial por terem popularizado a vossa língua nativa. Porque é que as músicas do “Kings of Suburbia” são apenas em inglês?
Bill: Não queríamos forçar tudo isto outra vez. Porque nem sempre encontramos força para fazer duas versões de todas as músicas. Era óbvio que havia sempre uma versão que era melhor do que a outra. Já não queríamos traduzir mais palavra por palavra, simplesmente porque não se consegue traduzir tudo. Às vezes precisa-se de dizer em inglês, por isso digo “que se lixe, vamos fazer em inglês”. Agora estou a escrever, a sonhar e a pensar em inglês.

Os vossos fãs mais dedicados vivem na Rússia. Prepararam algo especial para eles esta noite?
Bill: Estamos muito felizes por estar aqui e preparámos este espectáculo. Já há imenso tempo que queríamos vir à Rússia, mas o vosso país é demasiado grande e é sempre difícil encontrar um condutor que traga toda a nossa produção. Tal como sempre digo: “o concerto dos TH muda a vida!”. Estamos muito felizes por trazer o nosso espectáculo. Mal posso esperar para que as pessoas o vejam pela primeira vez.

Quando começaram a vossa carreira, a maior parte dos vossos fãs eram adolescentes. Digam-me, como é que eles são agora? Quem é que são estes fãs?
Bill: Acho que a maior parte deles ainda são fãs. Eles apenas cresceram connosco e com a nossa música. Agora temos mais fãs rapazes. Antes eram só raparigas. Agora, há imensos rapazes a virem aos nossos concertos, o que é fixe.

Já receberam alguns presentes malucos dos vossos fãs?
Bill: Ooh, recebemos. O mais maluco foi quando fãs vieram ter connosco com uma máquina de tatuar e pediram-me para tatuar o que eu quisesse neles. Mas nunca na minha vida o fiz.

Bill, em 2010 estavas tão impressionado com os nossos fãs russos que te provocaram ao ponto de dizeres “vou arranjar um passaporte russo!”. Ainda pensas nisto?
Bill: Adorava obter um passaporte russo. Seria muito divertido porque poderia vir cá mais vezes e facilmente. Por isso, se vocês, pessoal, puderem fazer isso por mim, seria fixe!

Agora, estão em frente aos vossos fãs depois das férias. Querem ter outra vez o seu amor, sucesso comercial ou outra coisa qualquer?
Bill: Queremos sexo. Estou a brincar! Para nós, não se trata de sucesso comercial ou algo assim do género. Quisemos criar um álbum que seria divertido outra vez, algo para desfrutarmos outra vez. Por isso, o sucesso é sempre bom, claro. Mas, para nós, neste ponto da nossa carreira, já não temos nada a provar. Sentimos que já chegámos a tudo o que queríamos e até a mais. Por isso, foi só mesmo pela diversão.

Rapazes, ouvem música russa? Talvez conheçam alguns cantores…
Tom: Não. Mas há alguns dias estivemos num restaurante tradicional russo. Era bom. Tinha muita vodka. E estava lá uma banda… como é que se chama… ‘Kazaky’. Foram fantásticos!

Sabem alguma coisa sobre a nossa cidade?
Bill: Não sabemos muito, mas gosto dela porque aqui fica o maior quarto de hotel e o pior que já estive na minha vida! Tudo é dourado! Mas, para ser honesto, é ainda mais difícil de me lembrar do nome. Como é que se diz bem? «Ro-sto-von-Don». Não podemos dizer que Rostov-on-Don nos recebeu super bem porque não vimos nada a não ser o hotel.

Onde é que podemos encontrar os irmãos Kaulitz com um concerto acústico?
Bill: Falámos imenso sobre isso. Quando começámos a promover este álbum, tocámos nalgumas cidades algumas músicas em acústico, mas pensei que o «Kings of Suburbia» era electrónico e quis trazer só isso para o palco. Neste momento, gostamos de música electrónica e coisas assim do género. Não sei, talvez lancemos um “best of” acústico no futuro.

Porque é que “desapareceram” em 2010? Foi difícil chegar a uma decisão de voltarem?
Bill: Estávamos cansados de estar em tour, da música, e sobretudo – da nossa fama. Já não havia inspiração. Dissémos ‘bora lá tirar algum tempo’ para ver quando é que voltávamos a estar inspirados. Foi necessário sairmos um pouco da linha para dar a oportunidade às pessoas e a nós de sentir saudades dos «Tokio Hotel».

De todas as cidades russas, qual é que foi a que gostaram mais?
Bill: Nalgumas cidades não pudemos sair porque chegámos à noite e apanhávamos o voo na noite seguinte, por isso não vimos nada a não ser o hotel. Passámos algum tempo na primeira cidade da nossa tour russa, Irkutsk. Foi bom. Fomos ao lago Baikal e foi mesmo muito fixe. As pessoas eram amigáveis, tivemos boa comida. Depois, amamos Moscovo. É muito lindo.

Tradução: CFTH
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